Liberdade na vida…

“Liberdade na vida é ter um amor para se prender”.

Fabrício Carpinejar

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Casa Arrumada – Carlos Drummond de Andrade?? (1902-1987)

Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos…
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu lugar.

Opa, opa! :D

Manchete que acabei de ler no Estadao: Som alto no carro dá até 4 anos de cadeia em uma cidade de Goiás. Tomara que todo o país adira (como soa estranho isso né? lol). Os manos iriam deixar o sonzinho deles baixinhooooo. Ai que sonho.

EU TE AMO… NÃO DIZ TUDO!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d’água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

Arnaldo Jabor

Texto p/ reflexão – Beber Chá

Muito legal esse texto. Para refletir. Enviado por Ivo ❤

“Temos que estar totalmente despertos para apreciar o chá como deve ser. Temos que estar no momento presente. Apenas com a consciência no presente, as nossas mãos podem sentir o agradável calor da chávena. Apenas no presente podemos apreciar o aroma, sentir a doçura e saborear a delicadeza. Se estamos a lembrar o passado ou preocupados com o futuro, perdemos por completo a experiência de apreciar a chávena de chá. Olharemos para a chávena e o chá terá já terminado.

A vida é assim. Se não estamos totalmente no presente, quando olharmos à nossa volta esta terá desaparecido. Quando pararmos de pensar no que já aconteceu, quando pararmos de nos preocupar com o que poderá nunca vir a acontecer, então estaremos no momento presente. Só então começaremos a experimentar a alegria de viver…”

Casa em formato de OVNI

Matéria que saiu na semana passada no caderno The New York Times – Folha de São Paulo, sobre uma casa muito interessante com formato de OVNI, em Porto Rico.

A desilusão que fez de uma casa um OVNI

POR JOYCE WADLER

JUANA DIAZ, Porto Rico – Uma estrutura semelhante a um disco voador foi vista nas últimas semanas sobre um morro no lado sul da ilha de Porto Rico. Ao anoitecer, suas luzes coloridas ficam visíveis da rodovia, e o tráfego quase para. Transeuntes que se aventuram a deixar a estrada descobrem que a estrutura, solidamente presa ao chão, produz um som de cinco tons, como a saudação da nave mãe do filme “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”.

O poema tonal toca em baixo volume, mas as luzes coloridas e piscantes na cúpula garantem que a casa não passe despercebida, exatamente o que o proprietário deseja. A história da construção dessa casa, que já tem mais de 40 anos, tem mais a ver com o filme “O Grande Gatsby” do que com “Star Trek”.

A casa foi concebida por Roberto Sánchez Rivera, 58, professor aposentado de artes industriais.

Do que são feitas as luminárias na base da casa? Sánchez não fala inglês, e a repórter não fala a língua dele. A resposta, portanto, é dada por sua namorada, María Martínez, 56. “Saladeiras da loja de um dólar”, diz ela. “Não sei se custaram US$ 1,99 ou US$ 2,99.”

Quando Sánchez estava trabalhando na iluminação, diz Martínez, ele descia até a curva da estrada para ver como o resultado estava ficando, e como as pessoas estavam reagindo. “Elas não sabiam que ele era o dono da casa”, conta ela.

E o apito em cinco tons, que é, de fato, de “Contatos Imediatos”? “Ele baixou da internet”, diz Martínez.

Você pode imaginar que um homem que constrói uma casa em forma de óvni acredita em visitantes alienígenas, mas não é o caso. “Ele é simplesmente um homem criativo”, insiste Martínez.

Sánchez comprou o terreno por US$ 95 mil em 2002, e conseguiu construir uma casa de três quartos e dois banheiros com aproximadamente US$ 150 mil, usando quinquilharias de lojinhas e autopeças usadas.

E as caixas metálicas na cúpula da casa/disco voador, que sugerem um sofisticado sistema de comunicação, ou talvez uma arma capaz de reduzir nosso planeta a pedacinhos? Cinzeiros da lojinha (Sánchez usou uns 200).

Muitas das esculturais luminárias são feitas de peças de automóveis. A veneziana da sala de estar é composta por cintos de segurança usados. A fonte da sala de jantar usa potes, panelas e talheres velhos.

Sánchez também fez os móveis, a maioria embutida nas paredes, a alguns centímetros do chão. Ele explica que cresceu no “barrio”, e que lá havia muitos insetos. Além disso, com os móveis suspensos é mais fácil de limpar a casa. Ele também fabrica os gabinetes e armários. E o assento de privada que serve de base para a luminária no quarto do casal? Projeto dele. No banheiro de hóspedes, o teto é feito de toalhas de banho esticadas e laqueadas.

Há ainda uma interessante pintura de Sánchez que mostra um homem mais velho, com o braço pousado sobre os ombros de um jovem. Ao fundo, há uma mulher de cabelos longos, dando as costas. O jovem tem uma lágrima rolando de forma proeminente pelo rosto.

“O quadro é a história desta casa”, afirma Martínez, traduzindo Sánchez. “O homem mais velho é o professor dele, que o traiu contando mentiras. A mulher foi outra aluna.” Sánchez era namorado dela -o relacionamento durou uns três meses. “Eles romperam. Ela disse à mãe dela que ele nunca seria nada na vida.”

Isso inspirou Sánchez a construir a casa, explica Martínez. “Ele queria fazê-la num determinado ponto para que, se ela precisasse viajar, ela visse a casa dia após dia e lamentasse aquelas palavras.”

Quando estava no colégio, Sánchez viu numa viagem escolar uma casa sendo construída na forma de um barco, o que o impressionou.

A mulher da pintura, cujo nome ele não revela, era sua colega de colégio, e ele lhe mandava bilhetinhos amorosos com desenhos de discos voadores, prometendo que um dia construiria uma casa com esse formato. Mais tarde, Sánchez e a moça começaram a namorar.

“Acabou porque ela lhe escreveu uma carta dizendo que não queria continuar o relacionamento, pois não o amava mais”, disse Martínez, que há dois anos namora o criador da casa. “Foi a mãe quem lhe contou que sua filha havia dito que ele nunca seria nada na vida.”

A última vez que ele a viu foi há uns quatro anos, diz Martínez. Ele já havia se casado, tido dois filhos e se divorciado. Ela telefonou para ele, e ele a convidou para ver a casa. A construção ainda estava no seu estágio inicial -no formato de octógono-, mas mesmo assim ela ficou impressionada. Embora a mulher agora estivesse interessada nele, Sánchez já não queria mais nada com ela.

Diz Martínez: “Ele queria mostrar que você nunca deve dizer a outro ser humano: ‘Você nunca vai conseguir nada na sua vida'”.

Mais algumas fotos da curiosa casa aqui:

http://madmag.com.br/madness/2012/10/02/ufo-house-a-casa-que-imita-uma-nave-espacial/galleria-fotos/image/ufo-house-porto-rico/

Fotografia e a verdade

Há umas duas semanas atrás foram publicadas essas tirinhas no jornal O Estado de São Paulo, todas com referência à fotografia.

Elas ilustram uma das possibilidades da fotografia, que é a de não mostrar a realidade, a possibilidade de registrar algo ou alguém de uma maneira completamente diferente da realidade. Ou mesmo, selecionar um enquadramento dentro de um determinado lugar, fazendo-o parecer que é realmente do modo como vemos na fotografia. A primeira tirinha da primeira imagem abaixo ilustra bem isso (eu deixei p/ recortar depois do jornal e depois não achei mais em casa, então foi tive que procurar na internet e achei essa).

Pode-se, portanto, “mentir” tanto por meio de programas de manipulação de fotos, como também por meio do que se escolhe para mostrar na fotografia. As imagens têm um poder imenso, pois nós “acreditamos no que vemos”. Elas são símbolos, referências. Mas nem sempre mostram a verdade. Que o diga fotos super posadas postadas no Facebook e outras redes sociais, não é mesmo? E quantas vezes não vemos propagandas de sanduíches e de outras comidinhas tão, mas tão apetitosas, mas quando vamos ver de fato é aquela coisa murcha, sem cor e sem graça? Pode até ser gostoso, mas não é como vemos na fotografia da propaganda que nos deixou com aquela vontade de ir lá e experimentar.

Thinking

“My interest is in the future because I am going to spend the rest of my life there.” – Charles Kettering

Concordo em partes com essa frase, pois eu me interesso também pelo presente, – pois é nele que vivo sempre, todos os meu dias – e no futuro, no que está por vir. O passado é passado e ficar se prendendo a ele não vai me trazer nada de novo, nada de tão especial que vá mudar a minha vida. As memórias inevitavelmente ficam e devem ser lembradas,  mas não deve se prender a elas. Há muitas coisas que nos trazem aquele sentimento gostoso de nostalgia, como por exemplo, a nossa infância, as brincadeiras de rua, as travessuras, os brinquedos, os doces que adorávamos, os anos escolares, pessoas realmente especiais…Essas valem muito a pena serem lembradas de vez em quando.

Acho engraçado que tanta gente ainda fique lembrando e remoendo coisas do passado…algumas coisas eu entendo ser realmente difíceis, mas se superficiais, não vejo o porquê.

Visão do amor

Quando o amor existe realmente, aceita-se a pessoa como ela é. Esteja ela meio bagunçada às vezes, um pouco mal-humorada (afinal, todos têm seus dias…só não vale descontar em quem não tem nada a ver com isso). Quer ela reclame de alguma coisa, quer ela dê uma opinião sincera (mesmo que você não aceite). Ninguém é perfeito e ninguém está feliz o tempo todo, vendo o lado positivo de tudo o tempo inteiro. Quem acha que não é assim…está muito enganado.

Se a pessoa reclama de tudo e de todos sempre, uma verdadeira ranzinza, sempre de mimimi…já são outros quinhentos.

A maioria das pessoas hoje em dia têm preguiça de amar. Só querem curtir a parte boa, só coisas superficiais.

O importante é amar e admirar a pessoa, ser amigo, gostar de fazer as coisas com ela, compartilhar (ideias, amigos, família), fazer planos juntos e não deixar aquele encantamento inicial se perder totalmente também, mesmo com o passar do tempo. Mas o mais importante é que a admiração esteja sempre presente. E se tiver algo que a pessoa está fazendo e não está agradando, a melhor coisa é falar diretamente. A qualidade que mais prezo nas pessoas, nos relacionamentos em geral é a sinceridade.

Reflexão depois de ouvir sobre a diferença de paixão e amor no rádio.