Dia Nacional da Poesia

E hoje é Dia Nacional da Poesia! Um dos poetas de que mais gosto é Manuel Bandeira. Poeta que prega a simplicidade e vê a poesia nas coisas mais prosaicas do cotidiano. Sofria de tuberculose (doença que era quase fatal na sua época) e passou a vida achando que logo morreria (como se pode perceber em muitos poemas), mas viveu até os 82 anos e de todos de sua família, foi o último a morrer. Depois de receber o diagnóstico é que Bandeira começou a escrever, enquanto procurava a cura, de alguma maneira.

Desencanto (A Cinza das Horas)

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
deixando um acre sabor na boca.
” Eu faço versos como quem morre.

Ele me lembra muito o primeiro ano da faculdade. Tive que fazer um seminário sobre ele logo no primeiro semestre…quem me conhece sabe o quanto eu “adoro” fazer seminários, hahahah! Bom, fiquei super vermelha, mas fiz né…ainda bem que foi o único que tive de fazer na habilitação de português. Mas em compensação, tive um monte na habilitação de língua japonesa, lol

Bom, ficam aqui alguns poemas/citações de Manuel Bandeira:

Balõezinhos

Na feira do arrabaldezinho
Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor:
— “O melhor divertimento para as crianças!”
Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres,
Fitando com olhos muito redondos os grandes balõezinhos muito redondos.No entanto a feira burburinha.
Vão chegando as burguesinhas pobres,
E as criadas das burguesinhas ricas,
E mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.

Nas bancas de peixe,
Nas barraquinhas de cereais,
Junto às cestas de hortaliças
O tostão é regateado com acrimônia.

Os meninos pobres não vêem as ervilhas tenras,
Os tomatinhos vermelhos,
Nem as frutas,
Nem nada.

Sente-se bem que para eles ali na feira os balõezinhos de cor são a única mercadoria útil e verdadeiramente indispensável.

O vendedor infatigável apregoa:
— “O melhor divertimento para as crianças!”
E em torno do homem loquaz os menininhos pobres fazem um círculo inamovível de desejo e espanto.

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“Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples”

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“A Poesia está em tudo, nos amores ou nos chinelos, nas coisas lógicas ou disparatadas”

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Profundamente

Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes, cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.

No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam, errantes

Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?

— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.

Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci

Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?

— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.

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Recife

Não a Veneza americana

Não a Mauritssatd dos armadores das Índias Ocidentais

Não o Recife dos Mascates

Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois —

Recife das revoluções libertárias

Mas o Recife sem história nem literatura

Recife sem mais nada

Recife da minha infância.

Mini-games

Hey ho!

Estava lendo outro dia um livro muito legal que meu namorado emprestou, que relembra tudo o que marcou os anos 80 e comecinho dos 90: programas de tv, comerciais, músicas, livros, gibis, revistas, guloseimas, brinquedos, as brincadeiras da época…ufa! Altas nostalgias! Lembro de um montão de coisas! U.U tô véia! Mas bão, minha irmã mais nova também se lembra de várias coisas que estão no livro 😀

Daí acabei lembrando dos mini-games! Aqueles joguinhos de bolso, que faziam a alegria de muita gente na hora do intervalo na escola, ou mesmo escondido dos professores durante as aulas! Eu, como aluna muito exemplar, nunca joguei na escola, huahahahah! Mas como eu joguei nesses mini-games! Tive de tênis, vôlei, basquete, corrida (esse era um dos que eu mais gostava e ficava um tempão jogando), tetris (lembro que esse a minha avó comprou no caminho p/ a Caverna do Diabo p/ mim e as minhas hermanas), invasão espacial (esse foi um dos últimos que tive).

O Tetris, super clássico

O de invasão espacial que tive era o amarelo ali em cima.

No de corrida eu adorava quando parava no posto de gasolina e fazia aquele barulhinho enchendo o tanque e enquanto isso ficava doida p/ sair correndo de volta XD  Sempre é bom relembrar! Era um ótimo passatempo 🙂